
O ambiente que nos tentam vender, mais se assemelha a gato por lebre, vem isto, a propósito
dos ensaios sobre a cegueira, com a areia que nos querem atirar aos olhos.
Nos últimos tempos, tem vindo a público uma panóplia de “iniciativas” sobre o ambiente emanadas da Câmara Municipal que a serem levadas a sério até podiam ser positivas, mas infelizmente, apenas se fica por mais uma operação de cosmética e sobretudo de show-off.
Recentemente, tive oportunidade de ler uma entrevista feita ao senhor Presidente da Junta de Vila das Aves pelas alunas Adriana e Mariana de 11 anos de idade, da Escola Básica Integrada Aves / São Tomé de Negrelos para os Jovens Repórteres do Ambiente, em que o Senhor Presidente da Junta se prontificou a colaborar e ajudar no âmbito de um melhor ambiente para todos.
Contudo, seria bom que passasse do plano das boas intenções, para a acção concreta por exemplo, no combate ás lixeiras, como autoridade democrática da Terra, tem mecanismos que pode muito bem accionar, para isso, basta haver vontade e sensibilidade.
Outra questão que nos parece importante, é a ausência do controle de qualidade das águas das nascentes por exemplo do fontanário de Sobrado, água que tinha periódico controle de análise pela Câmara Municipal, deixou de o ter a partir do momento que foi feito o negócio da concessão com a empresa privada Indáqua, nunca mais foi feita qualquer análise à água, muito embora a população continue a consumir esta água.
Para cúmulo foi colocada no fontanário, (ver foto) uma chapa com os timbres da Câmara Municipal, Indáqua e (pasme-se) Autoridade Concelhia de Saúde, com a seguinte informação: “ÁGUA NÃO SUJEITA A VIGILÂNCIA E CONTROLE DE QUALIDADE”.
Lá que a Câmara e a Indáqua façam o negócio da água como um bem público, o povo que tire as suas ilações, agora a Autoridade Concelhia de Saúde, pactuar e demitir-se das suas funções específicas de zelar pela saúde pública, aí , fico apreensivo e não compreendo como é possível isto acontecer, sem que ninguém levante uma palha, estou-me a lembrar por exemplo da passividade da nossa Junta de Freguesia perante este acontecimento que nos parece no mínimo estranho e ridículo.
A nosso ver, tudo isto acontece porque está implícita uma questão de política de consumo de água pelas populações, mais concretamente das duas, uma “ou consomes água da Indáqua, ou corres o risco de consumires água inquinada do fontanário”!
Então, a solução mais consentânea com os interesses da Indáqua, é sonegar ás populações o controle de qualidade da água de um fontanário público, que na força do verão abastece muita e muita gente, tudo isto, com a conivência da Câmara Municipal , Junta de Freguesia e Autoridade Concelhia de Saúde, por se manterem
impávidos e serenos.
Depois tentam-nos convencer que estão lá, para nos servir!!!
Não será esta situação uma questão ambiental de saúde pública ???