Em homenagem ao camarada José Saramago pelos 10 anos do aniversário na obtenção do prémio Nobel de literatura, escritor que resolveu publicar em 1991, um livro com o título “Evangelho Segundo Jesus Cristo”, obra que o autor, decidiu candidatar ao prémio literário europeu, Sousa Lara, o então Sub-Secretário de Estado da Cultura de um governo presidido pelo primeiro ministro Cavaco Silva, teve como acto sumário e inquisitório a censura desse livro, alegando tratar-se de um ataque á igreja católica, muito embora seja uma obra literária de mera ficção. Então, que dizer do romance policial com o título “Código Da Vinci”? Que dizer dos “Versículos Satânicos”? Se por ventura estivéssemos nos tempos da inquisição José Saramago, Dan Brown e Salman Rushdie, não escapariam a ser condenados pelo Santo Ofício, tal como aconteceu a Galileu Galilei. Mas, que mandato político lhe conferiu tamanhos poderes a este senhor Sousa? Para em “nome da igreja”, censurar um livro de um escritor Português em pleno regime democrático? Naturalmente e como é óbvio, tratou-se de um acto isolado, meramente retaliatório e partidário, apenas e só, por se tratar de um escritor comunista, estas atitudes evidenciam resquícios de um regime do passado recente que tinha por hábito arvorar-se em protector da “ética e da moral pública”, em que estas criaturas foram e são os seus saudosistas e legítimos herdeiros. Mas, infelizmente este país está impregnado de “sousas laras”, ainda há bem pouco, li um comentário algures num jornal, da autoria de um presumível ou pressuposto discípulo de Sousa Lara, em que dizia, passo a citar: “O Partido Comunista Português, sente-se como o peixe na água nestes dias de desesperança, com os portugueses a sentir os bolsos vazios e o desemprego a bater à porta de muitas famílias”, das duas uma, só por grande maldade ou visão distorcida, esta criatura se atreve a proferir tamanha barbaridade e provocação aos membros e simpatizantes do PCP. Então não vê esta criatura, que a esmagadora maioria dos membros e simpatizantes do PCP, são pessoas de baixa condição e as primeiras vítimas desta política de direita ruinosa e anti-social, ontem em nome do défice, hoje em nome da crise, como é possível ao mesmo tempo sentirem-se como o peixe na água? Eu diria antes, que nos sentimos como o peixe, fora da água! Quem assim fala de cátedra ou patamar superior, é porque está de “barriga cheia”, provavelmente, nada terá a ver com quem trabalha e produz a riqueza deste país com salários de miséria. Se por outro lado, estiver realmente interessado em reflectir sobre o que está por detrás daquela convicção e daquela “fé”, como diz ter visto no “mediático” congresso do PCP, é muito simples, basta abrir os olhos e ver à sua volta, as consequências destas políticas desastrosas, que tem governado este país, ao longo de 33 anos, em que os mais favorecidos são os mesmos de sempre, isto é, o grande capital financeiro, em prejuízo da classe trabalhadora, como muito bem se viu agora com os dinheiros de todos nós, a ser injectados nos bancos dos “oliveiras costas”, “dias loureiros”e “pintos balsemões” etc, falidos à custa de gestões danosas e fraudulentas. Sobre isto, esta criatura, tão “preocupada” que diz estar com a situação do país, não escreve uma única palavra, antes prefere “elogiar” o PCP.
Compreendo, que esta gente ficou cheia de azedume e danada de inveja com a realização do XVIII congresso do Partido Comunista Português, onde mais uma vez se viu a força, a unidade, a organização e a determinação do partido dos trabalhadores, um partido fundado em 1921, um partido de causas e convicções e não um partido de emoções e de oportunidades pessoais, como é timbre em alguns congressos de outros partidos, onde por ventura se trata mais de um “saco de gatos e ratos” onde todos se arranham uns aos outros, e são os primeiros a abandonar o barco, quando as coisas dão para o torto, como se viu agora com a crise do capitalismo, daí tanta inveja, tanto escárnio e mal dizer. Mas, o Partido Comunista Português continuará a sua luta imparável, contra ventos e marés, rumo ao socialismo do século XXI.